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Marketing SB Crédito 6 de novembro de 2020 6 minutos
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Empréstimo ou antecipação de recebíveis? Entenda as diferenças e faça a escolha certa!

Recorrer ao crédito faz parte da vida financeira de uma empresa. Trata-se de uma das opções de obter recursos entre tantas outras. Mas isso não deve ser visto como um sinal de fraqueza. Pelo contrário, pode significar uma maneira estratégica de atuar. 

Quando essa situação se apresenta, é preciso analisar as opções que o mercado tem a oferecer e escolher aquilo que melhor se adapta às suas necessidades imediatas e ao tamanho do seu negócio. 

Lembrando que tudo isso está condicionado a uma cuidadosa gestão financeira, realizada constantemente, capaz de prever necessidades e impedir ou gerir surpresas desagradáveis.

Mas para que você entenda mais a fundo sobre como a necessidade pelo crédito é comum, resolvemos explicar um pouco para você. Entenda:

Quando o crédito se faz necessário?

São inúmeras as situações em que uma empresa se vê necessitada de recursos extras ou não previstos. 

  • A premência da compra de um maquinário; 
  • uma oportunidade de ampliação;
  • uma demissão inesperada;
  • um acidente que acarretou despesas repentinas;
  • uma baixa no capital de giro…

Saber identificar essa necessidade é uma habilidade desejada em um bom gestor. 

Lembre-se que ter a exata noção da situação financeira da empresa, a par de um controle financeiro disciplinado, pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso do seu negócio.

Antes de passar às alternativas de crédito disponíveis, vale lembrar que em toda transação financeira estão envolvidos dois fatores básicos: 

  1. risco;
  2. e tempo. 

Essas duas variáveis vão determinar o custo dos recursos extras que você vai obter. 

A correta avaliação não apenas de suas necessidades emergenciais e imediatas, mas também e sobretudo das projeções de ganhos futuros, vão determinar a escolha entre os dois principais caminhos que se apresentam no mercado: o empréstimo e a antecipação de recebíveis.

Vamos entender cada um deles.

Empréstimo

Começando pelo mais tradicional, o empréstimo bancário. 

Nesta modalidade de obtenção de crédito recorre-se ao banco para obter a quantia desejada. O banco vai fornecer o valor mediante um contrato entre as partes, no qual aquele que toma o empréstimo compromete-se a devolver esse dinheiro em um determinado prazo, pagando juros. 

O valor cobrado vai variar dependendo do montante emprestado e do tempo necessário para o pagamento ser feito.

Em tese, obtém-se condições de pagamentos mais favoráveis com bancos parceiros, com os quais já trabalhamos. 

Isto porque, também teoricamente, o risco de não recebimento é menor, pois já existe uma relação entre as partes, está estabelecido certo grau de confiança. 

No entanto, no momento em que se encontra à procura de um empréstimo vale a pena estudar várias opções, comparar taxas de juros, taxas administrativas e tudo que pode incidir sobre o total obtido. 

O custo do empréstimo será a soma do valor emprestado mais juros e outras taxas que incidirem sobre a transação.

O empréstimo bancário é uma excelente opção para aqueles que não têm contas a receber, ou ainda quando há a necessidade de quitar uma dívida com urgência para impedir que ela cresça descontroladamente. 

No entanto, essa deve ser uma exceção à regra; do contrário inicia-se um ciclo vicioso que leva ao comprometimento completo das finanças institucionais. 

Também pode ser uma boa opção na compra de imóveis ou maquinário, pois as aquisições configuram uma garantia da transação: não havendo pagamento, o bem adquirido é tomado como pagamento. 

Essa garantia diminui o risco, devendo, portanto, influir em uma taxa de juros um menor. Os juros de empréstimos bancários, aliás, podem ser dedutíveis no imposto de renda. 

No caso de pequenas e médias empresas, o empréstimo bancário costuma a envolver muita burocracia. 

Para aceitar o risco de emprestar, o banco, além de cobrar taxas altas, solicita uma série de documentos com o objetivo de averiguar a saúde financeira do negócio e a real possibilidade de quitar a dívida. 

No site do Banco Central é possível consultar taxas e tarifas cobradas por pelos bancos e tem uma boa ideia inicial, mas nada que dispense a ida ao banco, onde pessoalmente sempre é possível negociar melhores condições.

Antecipação de recebíveis

Operação menos difundida que o empréstimo bancário, também resulta na obtenção de recursos extras. 

No entanto, tende a ser bem menos complexa. 

Aqui, a empresa consegue adiantar recursos que já iria receber. Tendo a previsão de receber um valor X daqui a três meses, ela recebe hoje o valor – descontada uma taxa cobrada pela financeira (pelo tempo que você não teve que esperar). 

Como é realizado com base em uma entrada prometida, essa taxa é bem menor do que os juros de um empréstimo, já que o risco de inadimplência também diminui bastante.

Na antecipação de crédito, em geral trabalha-se com prazos curtos, enquanto os empréstimos bancários podem levar até anos para serem liquidados. 

A variável tempo, então, favorece a taxas bem menores na negociação. 

A burocracia envolvendo a transação também tende a ser pouca ou nenhuma – é possível a obtenção de crédito até em 24 horas. Afinal, a empresa antecipa sua receita. Isso implica em um risco bem menor pois, na eventualidade de não receber, a instituição pode cobrar da empresa. 

Então qual delas escolher?

Vimos até aqui prós e contras das duas modalidades de obtenção de maior liquidez. 

Como chamamos atenção no início, o controle constante do fluxo de caixa e um planejamento financeiro consistente vão orientar tanto a necessidade do crédito quanto a melhor escolha, de acordo com a destinação dos recursos e as possibilidades de quitação futura.

Quando falamos do varejo, por exemplo, é fundamental compreender as características e nuances do negócio: se a produção tem grande volume e preços baixos ou, ao contrário, se a fabricação mais exclusiva produz um número menor de peças de maior valor unitário. 

O método de pagamento mais utilizado pelos clientes – se à vista ou a prazo, parcelado ou no cartão de crédito; a periodicidade do pagamento a fornecedores, tudo isso compõe o cenário financeiro da empresa e são informações essenciais na hora da decisão sobre crédito.

A pesquisa de mercado é fundamental, não apenas pela necessidade de encontrar instituições idôneas, como também pela enorme diferença de taxas e prazos que pode haver entre elas. 

Na antecipação de recebíveis, todas as partes envolvidas estão de certa forma mais protegidas, por isso maior rapidez e taxas mais atraente. No entanto, desaconselha-se que a operação se torne rotineira. 

Se você precisa sempre de recursos emergenciais, há alguma falha em seu planejamento. E como já vimos, planejamento e gestão financeira são o coração do negócio: trate-os sempre com toda atenção possível!

Continue acompanhando os nossos conteúdos para mais informações e dicas para facilitar o seu controle financeiro.

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