SB Crédito Blog

Conteúdos para descomplicar

as finanças da sua empresa!

1 de fevereiro de 2021
COMPARTILHE

4 sinais claros de que o seu negócio não tem uma estratégia de fluxo de caixa

O fluxo de caixa é peça-chave no controle financeiro de uma empresa. 

O fluxo de caixa está entre os elementos que encontramos em qualquer negócio, independente de tamanho, setor ou área de atuação. 

Ainda assim, sabe-se que o alto índice de fracassos de empresas no país se deve à falta de controle financeiro, e o descontrole tem início, na maioria das vezes, no fluxo de caixa. 

Antes de chegar a um ponto crítico e sem retorno, alguns sinais podem indicar que as coisas não vão bem. Se você estiver atento para identificá-los, pode corrigir a rota. 

De volta ao básico: fluxo de caixa

Um bom fluxo de caixa deve registrar com precisão saídas e entradas do seu negócio. 

Antigamente usava-se pesados cadernos para isso, mas hoje  em dia é mais comum que seja feito em planilhas ou mesmo em programas especialmente desenvolvidos para isso. 

Todos os valores que a empresa recebe e tudo o que é pago representam um fluxo e, como tal, deve ser contínuo e equilibrado.

Um fluxo de caixa atualizado e cuidadoso conta uma história. 

Através dele você conhece o comportamento de clientes e fornecedores, estabelece a sazonalidade do seu negócio e pode, com esses dados, fazer projeções e atuar estrategicamente. 

Esse é seu maior ganho; o registro em si é apenas a primeira parte do processo que realmente importa, que é obter dados para gerenciar seu negócio. Controlar para conhecer, conhecer para programar, projetar, agir.

Sinais de alerta  

Sabemos que a rotina de trabalho é bem mais complexa do que idealizamos. Aquele dia bem programado que você idealizou enquanto tomava o café da manhã se transforma em uma sucessão de demandas a serem atendidas quando você chega no escritório. 

E isso pode se repetir por dias, fazendo com que você se esqueça de algumas tarefas ou as faça pela metade. 

E então, começam a surgir sinais de que algo não vai bem. Preste atenção se…

1. Ficar no vermelho inesperadamente

Tenha em mente que apenas ter menos  a receber que a pagar não significa que você vai falir ou que seu negócio vai mal. 

É possível que em algum momento do movimento de entradas e saídas isso ocorra. O ponto chave aqui é “inesperadamente”, ou seja, ser pego de surpresa sem os recursos que você esperava ou precisava ter. 

E isso só acontece com aqueles que não acompanham o fluxo de caixa de perto, porque é possível, inclusive, adiantar receitas com a antecipação de recebíveis. Além disso, esses desequilíbrios, embora possam acontecer, devem ser passageiros. Caso se torne uma rotina no seu negócio você precisa repensar sua estratégia.

2. Sobrar dinheiro

Você vai encontrar pouca gente apontando isso como um sinal de má gestão. Afinal, dinheiro a mais nunca é um problema, certo? Errado! 

Como já dissemos no início, estamos tratando aqui de um fluxo constante e consistente como o curso da água. Precisa se manter em movimento para não estagnar. 

Capital de giro é necessário para o dia a dia do negócio, mas dinheiro que sobra além do esperado e fica parado, sem destinação, poderia ser investido – no próprio negócio, em materiais, na ampliação de pessoal ou unidades – ou mesmo no mercado financeiro. 

Em um fluxo de caixa eficiente o dinheiro não falta mas também não fica à toa.  

3. Atrasar pagamentos

Vamos entender pagamentos aqui no sentido amplo, tanto pagamentos a fornecedores quanto de pessoal. 

Ambos são graves porque comprometem outros aspectos do seu negócio. Fornecedores que não recebem ou recebem com atraso podem abandonar você ou se tornar relapsos com as entregas. 

No caso de funcionários, além de poder gerar questões trabalhistas, atinge diretamente a disposição e o desempenho dos funcionários. Afinal, o salário é o mínimo esperado na relação com o empregador, ao contrário de ganhos indiretos, como vale-refeição, por exemplo, que é um benefício. 

Com fornecedores e empregados insatisfeitos seu negócio caminha perigosamente para o insucesso.

4. Faltam equipamentos

Também aqui falamos de equipamentos imaginando todo tipo de material necessário para o funcionamento do seu empreendimento, desde itens pequenos como, por exemplo, material de escritório, até maquinários. A ausência continuada desse tipo de recurso obriga a soluções improvisadas que em geral acabam custando mais do que deviam. Trabalhos eficientes necessitam de boas ferramentas, do contrário, comprometemos a qualidade do produto ou do serviço oferecido.

Você pode encontrar outros indícios de uma gestão financeira fora dos trilhos, mas em geral surgem como consequência dessas quatro falhas. Elas podem acontecer e isso não significa o fim. Basta…voltar para o básico.

Siga o fluxo 

  • Diariamente: o registro do fluxo de caixa deve ser cotidiano, uma tarefa incorporada à sua rotina de trabalho. Escolha um horário e transforme em hábito o registro das entradas e saídas de seu negócio. Atualizações semanais, ou pior, mensais, vão deixar passar informações preciosas, e quanto maior o intervalo de tempo entre ação e registro, as falhas tendem a acumular.
  • Todo valor conta: não deixe de anotar uma quantia por ser pequena. O sucesso (também) mora nos detalhes. 
  • Estilo zen: concentre-se, dedicando atenção total na hora de lançar suas despesas e receitas. Muitas vezes é mais difícil entender uma lançamento incompleto que relembrar um esquecido.
  • Classifique: utilize categorias, tanto para receitas quanto para despesas. De um modo geral, todos possuem despesas administrativas (telefone, salários, internet, por exemplo), comerciais (marketing, publicidade) e financeiras (juros, multas). As receitas podem variar muito de negócio para negócio, mas também podem ser agrupadas. Essa classificação vai ajudar a identificar o que está exigindo mais recursos, de onde vêm os maiores ganhos, como se preparar para uma eventual baixa no caixa.
  • Programa-se: um recurso muito utilizado é estipular que os recebimentos cheguem no início do mês e os pagamentos no final. Dessa maneira, você pode se organizar e perceber se tem o suficiente para as despesas. E  também investir, sempre que possível. 
  • Planejar contratações: lembre-se que seu negócio precisa de recursos humanos tanto quanto financeiros. A contratação de profissionais qualificados pode significar um diferencial no seu negócio com reflexos claros na sua lucratividade. Portanto, planeje seus investimentos financeiros e de pessoal com a mesma dedicação. 

Procuramos aqui apresentar os sinais de alerta mais imediatos que as finanças de seu negócio estão fora de ordem. O importante é perceber logo e mudar de rumo, sempre seguindo o fluxo…

Gostou das dicas? Fique atento para outras informações em nosso blog que podem ajudar você a ser mais estratégico na gestão de suas finanças.

 

Mercado financeiro, investimentos, recebíveis?
Fique atualizado e saia na frente!
Inscreva-se em nossa newsletter e receba conteúdos em primeira mão.