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29 de janeiro de 2021
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Conheça (e evite) 6 erros da gestão financeira na indústria

Aprender com os erros é essencial para conseguir superá-los.

 

De acordo com o IBGE, o Brasil mantém uma perigosa regularidade econômica: nos últimos cinco anos, o número de empresas que fecham é maior que o de novos empreendimentos. 

 

Outro dado assustador indica que, de cada 10 novos negócios, apenas quatro se mantêm após cinco anos de atividade. 

 

E o setor industrial faz parte desta estatística.

 

Os especialistas apontam vários fatores para esse quadro, mas são unânimes em afirmar que o principal erro da maioria das empresas está em uma gestão financeira falha.  

 

Atividade crucial em para qualquer empresa, a gestão das finanças funciona como um indicador da saúde do seu negócio. 

 

Feita de maneira correta, pode fornecer indícios de que algo vai mal e que você precisa acertar o rumo.

 

A gestão financeira implica na organização e sucesso das empresas.

O coração do negócio

A gestão financeira, considerada por muitos parte vital de uma empresa, consiste no controle de todas as operações financeiras, todos os valores recebidos e gastos, e na elaboração de estratégias de gerenciamento desses recursos. 

 

Para criar e estabelecer essas estratégias, é preciso partir de um planejamento financeiro que projete custos e investimentos, entre outros fatores. 

Errar é humano (corrigir o erro também) 

Vamos detalhar os erros mais comuns cometidos, para que você possa evitá-los e garantir o sucesso de sua indústria 

1) Misturar finanças pessoais e da empresa 

Um erro mais comum do que se espera, especialmente entre pequenos e médios empreendedores. O dono que paga uma conta pessoal com o caixa da empresa é tão prejudicial quanto aquele que tira do próprio bolso para comprar o café para o lanche. Nas duas situações, está comprometendo a saúde financeira de seu negócio. É a chamada confusão patrimonial, que a médio e longo prazo pode ser fatal. 

  • Corrija: separe a conta pessoal da conta da empresa. Considera ter um cartão de crédito apenas para gastos institucionais. Determine um valor mensal de pagamento para proprietários e sócios  e mantenha este provisionamento.

 

2) Não acompanhar o fluxo de caixa

Se a gestão financeira é o núcleo do seu negócio, no centro dele está o fluxo de caixa. A tarefa mais antiga de qualquer atividade econômica, o registro de entradas e saídas também é frequentemente negligenciado. 

 

No ritmo muitas vezes insano de trabalho, ou envolvido por demandas inesperadas e urgentes, o gestor deixa de acompanhar esse fluxo como deve: diária e atentamente. 

 

Mas perder o controle do fluxo de caixa significa deixar de acompanhar o principal indicador de progresso e também de obstáculos da sua atividade. 

 

Acompanhar a movimentação financeira possibilita que você identifique gastos desnecessários, planeje investimentos e promoções, observe a sazonalidade do seu negócio. Com as informações do fluxo de caixa de um período, você é capaz de ter uma visão ampla e pode, assim, agir estrategicamente com suas finanças.

 

  • Faça a coisa certa: separe um período do dia para acompanhar o fluxo de caixa. No início do expediente,  depois do almoço, antes de encerrar o expediente, tanto faz. O importante é estabelecer (e manter) o hábito de acompanhar o fluxo de modo que você não precise lembrar de fazer: já está na sua rotina.

 

3) Não controlar o estoque

Considerando as especificidades de cada caso e produto, o ideal é que haja um fluxo contínuo de material em que não falte nem sobre. 

 

Estoque parado por muito tempo significa dinheiro parado – sem contar o perigo de perder mercadoria, no caso de expiração do prazo de validade. 

 

Por outro lado, um estoque deficitário, insuficiente para atender a demanda pode acarretar a perda de clientes.

 

  • Acerte: mantenha o controle das entradas e saídas de produtos de modo a estabelecer suas necessidades e demandas. Somente depois de realizar um minucioso acompanhamento dessa área, você poderá estabelecer estratégias financeiras e comerciais.

 

4) Não planejar

“Um plano existe para você saber o quanto se afastou dele”, diz o navegador Amir Klink, cuja capacidade de planejamento ninguém duvida, não é mesmo? 

 

Ainda que você tenha objetivos claros, sem um planejamento você não será capaz de se saber quanto tempo levou para alcançá-lo ou quanto ainda falta.  

 

  • Terei recursos para honrar a dívida que estou contraindo? 
  • Caso eu feche esta venda inesperada, o que fazer com esta nova entrada?

 

O planejamento financeiro precisa se antecipar a questões como essas, considerando o fluxo de caixa, além de aspectos internos (estoque, entradas) e externos ao negócio (concorrentes, clientes). 

  • Conserte: Para atingir seus objetivos, trace metas, que são os pontos que você precisa alcançar, as etapas do processo. Lembre-se do Amir: não há nada de errado em se afastar do plano, mas você precisa ter um. De preferência, planos específicos para cada setor da empresa.

 

5) Não analisar 

Então você faz o trabalho quase todo: estabelece planos e metas, controla entradas e saídas, monitora suas operações. 

 

Mas deixa de reservar tempo para analisar este precioso volume de informações. Atribulado com o cotidiano operacional, deixa de dedicar tempo à análise de desempenho de sua empresa. 

 

Dessa maneira, acaba desperdiçando grande parte do esforço feito para projetar e recolher dados. Essas ações sozinhas não vão oferecer os resultados  que você precisa, elas vão subsidiar a montagem de estratégias de gestão.

 

  • Mude: reserve espaço regular na sua agenda de trabalho para estudar o desempenho de sua indústria. Não é uma tarefa diária como o acompanhamento do fluxo de caixa,  mas também precisa tornar-se um hábito.

 

6) Não contar com a tecnologia

Apesar da inegável evolução que presenciamos em termos tecnológicos nos últimos anos, ainda há os que resistem à modernização e olham com desconfiança para as novidades do setor. 

 

No que se refere à gestão financeira, você ainda encontra quem ache que o máximo de modernidade é o preenchimento de uma planilha Excel. 

 

Mas hoje podemos dispor de ferramentas muito mais completas, idealizadas especialmente para o controle e acompanhamento das finanças empresariais. 

 

Manter-se preso a rotinas arcaicas faz com que você gaste um dos seus bens mais preciosos: tempo.

 

  • Reveja seus conceitos: pesquise o mercado, converse com especialistas e ache programas ou plataformas que possam auxiliar a sua gestão financeira. Invista na área, sabendo que você terá outros ganhos com um monitoramento mais eficiente de sua movimentação financeira.

 

E você, tem mais dicas sobre o tema? 

Já cometeu algum desses erros? 

Ou tem alguma solução que não apontamos aqui? 

 

Comente, compartilhe este conteúdo e fique atento às próximas conversas! E continue acompanhando o nosso blog para mais soluções, novidades e dicas para a gestão financeira do seu negócio.

 

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